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quarta-feira, 30 de julho de 2008

POEMA ANORÉXICO ___SYLVIO NETO


Espalhado em mil pedaços
Corro descalço por entre as letras
De meu pequeno universo de palavras



Teso sem a ajuda de um
Tadalafil
Vou de pau duro
Rumo ao fim da estação
Com voracidade e fome
Este visceral poeta se abre
Em arrotos e vômitos


Num ano de balas perdidas
Os músculos enrijecidos
Não cedem a um Dorflex
Não se movem por um conhaque



Do amor enlouquecido
Dono de todo ataque
Os nervos seguem mais harmônicos
Recém saídos de um atabaque



Da sombra do que soul
Teço perplexo
Este anorexico poema
Mais um aborto
Influxo de minha vil poesia


Sylvio Neto


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